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#BoS2009 – Oito passos para você ter uma empresa extraordinária, segundo Ryan Carson

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 por Dov

Ryan Carson, empreendedor e fundador da Carsonified, que é uma empresa de design que promove diversos eventos sobre o futuro da web. Segundo ele, empresas notáveis geram valor: valor para você, valor para sua equipe e valor para seus clientes.

Suas premissas básicas são:

  • você é rico: tem um computador e um telefone
  • você é educado: trabalha com software, Internet, design e estuda(ou) para isso
  • você está conectado

Dado isso, aqui vão suas dicas:

  1. Seja um lider apaixonado e apaixonante (não é o mesmo que carismático!)
      • Envolva o time
      • Tenha opinião
      • Escreva um blog sobre sua opinião (ex: 37Signals)
      • Ame seus clientes
        • conheça os pessoalmente (encontre-os “fisicamente”)
        • não seja “respondão”
        • use seu produto diariamente
      • Trate seu time como se fosse a realeza
        • trate-os como adultos inteligentes
        • dê cerveja
        • elogie-os com orgulho
        • dê-lhes boas condições de trabalho (instalações, mesas, máquinas, etc)
        • seja generoso
      • Doe de volta para sua comunidade
        • faça eventos, encontros, palestras duas vezes por ano
        • não precisa ser caro
        • divulgue (blog, twitter, youtube, vimeo, etc)
      • Faça produtos fora de série
      • Invista em bom design
        • dá visibilidade
        • dá orgulho
        • não é difícil, contrate um bom designer! (muitas empresas tem ótimos desenvolvedores, mas esquecem de investir em designers)
      • Seja mais criativo do que o necessário
        • faça algumas coisas somente pelo prazer de fazê-las
      • Consiga boa publicidade
        • faça betas somente para convidados/indicados
        • converse com os blogeiros menos famosos (os famosos estarão ocupados para você!)
        • participe das festas e encontros sociais daqueles eventos cuja inscrição você não pode pagar
        • faça projetos rápidos e curtos

      Segundo Carson, os 8 pontos são importantes e fundamentais para uma empresa ser extraordinária. Se um deles não for seguido, não vale a pena seguir os outros (embore eu discorde disso!)

      Por que fazer isso tudo?

      1. Tornará seu recrutamento mais barato
      2. Reduzirá seu investimento em marketing
      3. Gerará orgulho em sua empresa
      4. Gera valor

      Quanto custa fazer isso?

      1. o salário dos designers
      2. cadeiras mais confortáveis
      3. bons monitores
      4. comes e bebes
      5. um ou outro dia de folga a mais
      6. iPhones
      7. algum tempo extra para a criatividade

      Enfim, é barato!

      #BoS2009 – Como ser Bem Sucedido em Períodos de Turbulência, por Geoffrey Moore

      Quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 por Dov

      Geoffrey Moore, consultor e autor de livros como Crossing the Chasm e Dealing with Darwin : How Great Companies Innovate at Every Phase of Their Evolution falou sobre inovação e estratégia.

      Ele falou sobre o retorno sobre a inovação:

      • a diferenciação é aquilo que faz você ganhar dinheiro, o que diferencia sua empresa/produto do mercado e portanto o distância dos concorrentes. Toda empresa deve ter diferenciação, ainda que para um nicho específico, para justificar sua existência e fazer dinheiro. Os clientes pagarão a mais para usar os diferenciais de sua empresa.
      • neutralização é aquilo que as empresas fazem para se manterem no mercado, alcançar os concorrentes e não ficarem para trás. Permite que as empresas ‘continuem no jogo’, mas não garante seu sucesso. Os clientes gostarão do que você fizer, mas não pagarão a mais por isso.
      • otimização: a competição traz comoditização, portanto, ganhos de produtividade são críticos para que você se mantenha. É um assunto de missão crítica pois reduz custos e amplia margens.

      A diferenciação garante vantagem competitiva; a neutralização supera as desvantagens competitivas.

      Todo o resto que sua empresa fizer, é desperdício.

      Duas principais fontes de desperdício são projetos de neutralização que vão além do suficiente (não há necessidade!), projetos de diferenciação que não vão suficientemente até o fim (não geram vantagem em relação à concorrência) e projetos de inovação não alinhados, que acabam se cancelando.

      Em seguida ele falou sobre a maturidade do mercado e a curva de adoção de novas tecnologias (early adopters, crescimento, maturidade e declínio), dando exemplos de empresas, produtos e tecnologias e como elas se diferenciam em cada etapa.

      Segundo ele, a situação ideal para uma empresa estar é ser um peixe grande num aquário pequeno, ou seja:

      • ser grande o suficiente para ser relevante (mercado grande, alta taxa de crescimento, estrutura de margem, estágio no ciclo de vida)
      • ser pequena o suficiente para manter o foco e se diferenciar

      E, por fim, um esboço sobre estratégia:

      • foque em mercados / segmentos / nichos específicos
      • resolva um processo de negócio problemático
      • preocupe-se com a solução de fim-a-fim, e não com apenas parte do problema
      • tenha parceiros e aliados (você não precisa ser o responsável pela solução fim-a-fim, mas precisa se relacionar com quem complemente seu produto)
      • faça venda direta, não dependa de terceiros
      • precifique de acordo com o valor gerado
      • preocupe-se com a competição direta e indireta
      • posicione-se com foco no mercado / segmento / nicho
      • foque no cliente

      Isto é, identifique um vetor de diferenciação e declare-o como missão principal de sua empresa.

      Direcione e programe seus investimentos nesta diferenciação, e faça-o mais e melhor que seus concorrentes!

      #BoS2009 – Casos de Sucesso e Fracasso no Lançamento de Produtos da Microsoft

      Quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 por Dov

      Chris Capossela, Vice Presidente Sr da Microsoft, ficou conhecido no lançamento do Windows 98, quando o software travou numa apresentação com Bill Gates.

      Capossela comentou sobre quatro produtos da Microsoft, e seus erros e acertos:

      • Xbox 360
        O Xbox 360 começou como um projeto de um funcionário da Microsoft que queria sair da empresa, para fazer algo diferente e acreditava que um video game não deveria estar associado à marca Microsoft, por se tratar de um público alvo totalmente diferente do perfil da empresa. Bill Gates acreditou no potencial da idéia, e deu total liberdade para que o projeto fosse feito dentro da Microsoft, sem vincular à marca. O produto foi um sucesso e é até hoje um dos principais video games do mercado.
      • Office Accounting Professional 2007
        A Microsoft resolveu atacar o mercado de pequenas e médias empresas, que já eram usuárias do Windows e do Office, mas havia um concorrente forte na área de software de contabilidade que já dominava o mercado, a Intuit com seu Quickbooks. No entanto, a Microsoft foi ao mercado querendo vender seu software já instalado em computadores Dell, que já tinham outros softwares da empresa e eram populares entre este público alvo. No entanto, não se envolveram com os contadores, que já tinham muito envolvimento e utilizavam o software da Intuit. A Microsoft não tinha expertise de relacionamento com este público, enquanto a Intuit já se relacionava com ele havia anos. Outro erro cometido foi terem lançado o produto inicialmente nos EUA, onde a Intuit já era líder de mercado, e não em outro país em que a oportunidade seria mais fácil (por exemplo, na Inglaterra). Assim, sem conhecer o mercado, sem se relacionar com os intermediários e sem conhecer o público, este produto foi um fracasso total.
      • Office Home and Student 2007
        Um dos grandes problemas enfrentados pela Microsoft é a pirataria, especialmente em países como a Índia. Mas sempre se soube que boa parte do público de produtos pirata é constituído pelos “law and order pirates”, aqueles que, caso o preço fosse mais razoável, optariam pela versão oficial do software. A estratégia foi adotar uma política de preços por região geográfica, e não a mesma política mundialmente, assim, o lucro nos EUA onde isto não era um problema não seria afetado. A Microsoft criou então uma licença 40% mais barata para os países em desenvolvimento e com isso conseguiu penetrar legalmente nestes países, diminuindo a percepção de que os produtos Microsoft eram caros e por isso tinham que ser pirateados.
      • MS SharePoint 2010
        O SharePoint é um software que atende o mercado corporativo, mas a Microsoft entendeu que para ter sucesso com ele não bastaria ser um produto interessante para os usuários, mas sim que deveria ser um produto recomendado pelos administradores de TI destas empresas, por isso, criou um produto em que as atividades de infra-estrutura (backup, configuração, administração, etc) agilizariam o trabalho da área de TI das empresas, com isso, os administradores de rede passaram a indicar este produto para as áreas de negócio, e o SharePoint se tornou bem sucedido.

      Algumas questões levantadas e que merecem ser analisadas no desenvolvimento de seu produto:

      • Você está preparado para investir no longo prazo? (pode levar um bom tempo para que o produto se pague – ex: XBox 360)
      • O produto está criando ou definindo uma nova categoria? (não é necessário ter todos os recursos, é necessário (re)definir o mercado (ex: SharePoint vs. Documentum)
      • Você está agradando tanto aos usuários finais quanto às áreas de TI? (no mercado corporativo, preocupe-se com os dois! ex: Sharepoint)
      • Qual é sua estratégia geográfica? (ex: Office 2007)
      • Você está falando com os influenciadores de sua comunidade? (ex: contadores no caso do Office Accounting Professional 2007)
      • Quais canais são importantes? Você consegue bancá-los? (OEM? venda direta? revendas?)

      #BoS2009 – Como multiplicar o tráfego de seu site – Lições Aprendidas – por Dharmesh Shah

      Segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 por Dov

      Dharmesh Shah, fundador da HubSpot, responsável pelo Blog OnStartups.Com e autor do livro Inbound Marketing: Get Found Using Google, Social Media, and Blogs (The New Rules of Social Media) falou sobre como atrair e manter visitantes em seu site.

      Segundo ele, as pessoas não gostam de “receber” marketing, ou seja, não gostam de receber o que não pediram, portanto o foco do marketing deve ser em fazer com que as pessoas achem seu site quando procurarem por algo relacionado.

      Ele falou sobre a importância de se capitalizar a busca orgânica do Google (gratuita), sobre como o mecanismo de ranking do Google funciona, baseado em contexto e autoridade do site. O título (<title>) do site é bastante importante, bem como as palavras-chave utilizadas, que devem ser relevantes para o conteúdo do site. Tentar “enganar” os mecanismos de busca pode dar certo para atrair público para seu site (pelo menos por algum tempo), mas o público que virá não será interessado em seu produto, e, portanto, não é relevante a não ser para sobrecarregar seu servidor à toa! Use ferramentas como o grader.com para avaliar seu ranking e não se preocupe com SEO a ponto de deixar seu site amigável para sistemas de busca e não para seres humanos!

      Mantenha um blog – e acompanhe o retorno gerado, medindo:

      - visitantes (básico)
      - assinantes (um pouco melhor)
      - links para seu blog (melhor)
      - comentários (ainda melhor!)

      O problema é decidir sobre o que “blogar”:

      - o básico (e pouco atraente) é escrever sobre seu produto, divulgar trials gratuitos, documentação, etc.
      - o que gerará realmente interesse são dados de mercado, conteúdo educacional, ferramentas interativas, cartoons, etc.

      É importante que você tenha uma opinião e use o blog para defender seu ponto de vista. Ter opinião gera relevância para você e sua empresa.

      Utilize e monitore também as redes como Twitter, Facebook e LinkedIn: podem haver referências a você, seu produto, sua empresa, seu mercado e é importante monitorar e agir.

      Algumas dicas sobre vendas (e como aproveitá-las para obter feedback!):

      • Cobre por seu produto desde o início: o feedback que você receberá será mais real
      • Comece com uma precificação simples (revise depois se precisar)
      • Cobre de forma recorrente, assim você terá feedback quando os clientes quiserem cancelar e poderá tomar ações para reverter esta decisão
      • Não crie uma área de vendas muito cedo: você precisa vender, mas não necessariamente precisa de pessoas dedicadas logo no início
      • Determine seu COCA (Cost of Customer Acquisition – custo de aquisição de clientes)
      • O valor de um cliente ao longo de sua vida útil é função da receita e da retenção
      • Monitore o “índice de felicidade” do cliente; isso pode ajudar a: 1) prever quem irá cancelar, 2) calcular o valor do cliente ao longo de sua vida como cliente; 3) calcular a comissão dos representantes de venda; 4) determinar o roadmap do produto
      • Descubra quem são os clientes que cancelam e porque o fazem
      • Entenda os cancelamentos e sua ocorrência (por data? por hora? por tempo de uso? por cidade? por representante de venda? por data de contratação?

      Enfim, a palestra abordou vários temas interessantes, dando uma pincelada sobre cada um.

      Vale a pena acompanhar o blog do Dharmesh Shah, OnStartups.Com, que é especialista em “inbound marketing”, ou seja, como fazer com que os clientes potencialmente interessados encontrem seu produto na Internet.

      Veja as anotações “oficiais” no Wiki do evento: http://wiki.businessofsoftware.org/Dharmesh-Shah-on-Lessons-learned

      #BoS2009 – Como Precificar Software sem Chutar, por Neil Davidson

      Segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 por Dov

      Neil Davidson, organizador da Conferência, fez uma apresentação sobre precificação de software, um resumo de seu livro lançado recentemente e que foi distribuído para todos os participantes do evento Don’t Just Roll The Dice – A usefully short guide to software pricing. O PDF está disponível gratuitamente.

      Este post, com os principais insights do livro (e da palestra) foi feito com base no post do blog On Startups.Com, de Dharmesh Shah, outro palestrante cuja palestra vou comentar nos próximos dias!

      1. Seu produto é mais do que apenas seu produto. Você pode pensar que seu produto é apenas os bits e bytes que seus clientes baixam ou acessam online, mas você está errado. Ao comprarem seu produto, seus clientes estão comprando toda a experiência de fazer negócios com você. Desde a forma com que você promove e vende seus produtos até a forma com que você os ajuda a utilizá-lo e como você irá mantê-lo no futuro. Tudo. Sua forma de precificação deve se basear nesta realidade.

      2. Há uma diferença entre o valor percebido e o valor objetivo. Não importa quão “real” (objetivo) seja o investimento que você tenha feito em seu produto se os seus clientes não perceberem este valor. Eles não pagarão o que você pede. Espera-se, é claro, que o valor percebido seja, de alguma forma, função do valor real; se não, tem algo errado com seu produto.

      3. A comunidade é importante. O grupo ao qual seus clientes pertencem, ou querem pertencer terá impacto sobre o preço que estão dispostos a pagar. Por exemplo, algumas pessoas compram carros híbridos não somente pelo benefício ambiental ou pela melhor performance, mas sim porque querem fazer parte desta comunidade. É por isso que as pessoas compram uma BMW. Determine que tipo de comunidade você consegue construir ao redor de seu produto. Ajude as pessoas a pertencerem à comunidade a que querem pertencer.

      4. As pessoas compram soluções, não tapa-buracos. Mantenha o foco no benefício para o cliente, não no produto em si. Lembre-se, o benefício direto não é o único que os clientes valorizam.

      5. Quanto mais diferenciação seu produto tiver, mais controle você tem sobre o preço. É óbvio! Se você tem um produto igual ao dos concorrentes, você não define o preço, o mercado é que o faz. É claro, ninguém se acha idêntico à concorrência (especialmente as empresas de software), mas, sempre esquecemos que é difícil – e muito arriscado – tentar criar uma categoria totalmente nova e totalmente diferenciada. Decida em que dimensão você irá se diferenciar, e assegure-se de que é viável, dadas suas limitações (por exemplo, dinheiro para investir).

      6. Nenhum plano de batalha está imune ao contato com o inimigo. Ao definir um preço, acompanhe qual será a resposta do mercado – especialmente se você estiver numa categoria bem definida. Não é só porque não faz sentido econômico que um concorrente entre numa guerra de preços com você, que nenhum concorrente o fará. Principalmente se for um concorrente grande ou bem financiado. Se você está pensando em competir em preço, tenha isso em mente. Melhor ainda, não faça isso!

      7. Seja justo. Como humanos, temos certa noção do que significa preço justo. Mesmo se um modelo de precificação for teoricamente otimizado, pode não ser adequado na prática. Como empreendedores de software, sempre pensamos que podemos restringir determinados usos do sistema de acordo com os planos contratados pelo cliente, mas isso não significa que necessariamente que esta é a coisa certa a se fazer. Não estou dizendo que determinadas funcionalidades não devam ser cobradas, mas apenas ponha-se na pele do cliente e pense se você acharia justa esta forma de cobrança; se a justificativa não for muito convincente, pode ser prejudicial para sua imagem no longo prazo.

      8. A complexidade na precificação tem um custo. Uma das coisas que a micro-economia ensina é o conceito de curvas de oferta e demanda, e como segmentar sua precificação de modo a obter o máximo valor (otimizar as receitas). Pode ser ótimo, mas não pense que isso não tem um preço para você: marketing, custos operacionais, sistemas de cobrança, forma de divulgar o produto no site, complexidade no desenvolvimento, etc. Cuidado com a falsa ilusão de que ter vários planos/preços é sempre a melhor opção.

      #BoS2009 – Dez Dicas para Produtos de Sucesso, segundo Don Norman

      Segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 por Dov

      A palestra de Don Norman baseou-se no conteúdo de seu livro “The Design of Everyday Things” e explicou que não basta o produto ter uma boa usabilidade, o importante é que a experiência do usuário com o produto seja positiva, em todos os aspectos. Aqui vão suas 10 dicas:

      1. O sucesso está relacionado com a experiência do usuário com o sistema como um todo, não somente com o produto.
      2. Preocupe-se com o “design” do sistema como um todo; embora seu produto possa depender de terceiros, é importante que uma boa experiência do usuário com todas as dependências do sistema (ex: o iTunes complementa o iPod; a Amazon.Com complementa o Kindle; mesmo que os sites não fossem feitos/vendidos pelo mesmo fabricante, a preocupação deles tem que ser com o processo todo).
      3. Tudo é serviço, mesmo produtos físicos dependem da loja, do vendedor, do atendimento, do suporte técnico, etc.
      4. Tudo é produto! Não é contraditório, mas a idéia é diminuir as diferenças entre produtos e serviços. Para quem fábrica um caixa eletrônico, é um produto; para quem usa, é um serviço. Os dois conceitos se complementam, sempre!
      5. Não seja muito lógico: as emoções controlam a experiência e a memória. Se seu produto tem coisas ruins (filas na Disney, por exemplo), faça com que a experiência com elas seja boa e fique na memória dos usuários (filmes, personagens, diversão na fila).
      6. O que fica na memória é mais importante do que o que acontece de fato, ou melhor, a percepção dos usuários é mais importante do que a experiência real em si. Garanta que o início e o término da experiência do usuário com seu produto sejam boas, e deixe as coisas ruins (se não puder evitá-las) para o meio. Se o usuário terminar com uma boa experiência, esquecerá que o início foi mais doloroso.
      7. Ser complexo não é ruim; ruim é ser complicado – a complexidade se resolve com a sistematização e a organização; as coisas complicadas, não se resolvem!
      8. Prepare seu produto para o mundo real – trabalhe próximo de seus clientes, teste, faça de forma ágil, iterativa; observe o mundo; observe seus clientes – não se isole ao desenvolver um produto!
      9. Prepare seu produto para ser usado para pessoas – preocupa-se com o lado humano, sensações, emoções.
      10. O sucesso está relacionado com a experiência do usuário com o sistema como um todo, não somente com o produto (este ponto é tão importante que merece ser repetido!)
      It’s all about the experience!

      #BoS2009 – Tendências para o Futuro segundo Paul Graham

      Segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 por Dov

      Continuando a série de posts que prometi no último post!

      Paul Graham, da Y Combinator, apresentou 21 tendências para o futuro, em quais negócios ele apostaria no próximo ano, e 5 em que ele não apostaria:

      1. Inovação – ainda há muito espaço para inovação na área de software
      2. Software – o mercado de software ainda não está saturado e ainda deve dar bons frutos por muito tempo
      3. Mercados eficientes – há muito que se explorar das ineficiências do mercado (por exemplo, até um tempo atrás era difícil de se anunciar aluguem de quartos em residências, agora, com a Internet, isso é muito mais viável)
      4. Medidas – Você é o que você mede, mas lembre-se de medir as coisas certas
      5. Estados Unidos – é ainda um país que dá oportunidades para o empreendedorismo, e, apesar da crise e do crescimento de outras economias, ainda será o principal foco do empreendedorismo. O Japão não desbancou os EUA nos anos 80, e a China não desbancará agora, já são bons em produção barata, não em inovação.
      6. Vale do Silício – ainda é e será o centro do mercado de inovação tecnológica e empreendedorismo
      7. Pequenas empresas – as grandes empresas não são tão eficientes como se pensava; pequenas empresas são menos burocráticas e permitem mais relacionamentos e isso as torna eficientes. Tecnologia muito boa pode ser produzida com poucas pessoas; não é como numa fábrica!
      8. Desequilíbrio Econômico – gerará ainda grandes oportunidades
      9. Lei de Moore – continua válida e relevante
      10. Telas – as pessoas passarão cada vez mais tempo na frente de telas (computador, jogos, TV, celular, etc)
      11. Aplicações server based – cloud computing e SaaS são o futuro do software
      12. Ótimo serviço de atendimento ao cliente – é cada vez mais fácil mudar de fornecedor, e cada vez mais fácil publicar opiniões negativas sobre um fornecedor. Bom relacionamento é o caminho!
      13. Coisas aparentemente inúteis ou não-sérias – Facebook, Twitter, etc. representam grandes oportunidades
      14. Linguagens de programação – sempre que surgem novas linguagens de programação, elas trazem novidades e resolvem deficiências das anteriores; é importante acompanhar e usar as novas linguagens
      15. Open source
      16. Linux – dificilmente vencerá no desktop (embora sem dúvida é vencedor do lado do servidor), uma vez que no mundo open source é dificil que haja preocupação com o design, que é o grande diferencial do Windows e do MAC por exemplo
      17. iPhone – mobile é uma tendência e o iPhone é o vencedor; outros sistemas operacionais não vingaram e mesmo para o Google, em que mobile não é core business, a tendência é o que o Android não se destaque
      18. Design – bom design é o que agrada, e portanto é o que vende
      19. Real-time – aplicações em tempo real serão cada vez mais importantes (Twitter, Google Wave, etc)
      20. Financiamento por Venture Capitals – fundos de risco precisam investir para girar seu capital e trazer retorno aos investidores, portanto estarão sempre em busca de novidades para investir
      21. Fundadores de startups – empresas que foram compradas e demitiram seus fundadores se deram mal; é mais fácil um fundador técnico aprender de negócios que um investidor capitalista aprender tecnologia

      E aqui as cinco tendências em que ele não apostaria

      1. Credenciais dadas por instituições – certificações, diplomas, etc. não são garantia de sucesso, nem de que alguém é mais preparado para algo do que outra pessoa
      2. Escolas de negócios (MBAs) – formam gerentes, não empreendedores; forma pessoas preparadas para a produção, não para a criação e o design
      3. Governo – setor privado está cada vez mais pulverizado, com pequenas empresas, e portanto mais distante do governo do que as grandes corporações; estrutura das startups é muito diferente da estrutura do governo
      4. Copyright – batalha perdida para as gravadoras, editoras, etc.
      5. Qualquer coisa que dependa de um fluxo restrito de informações – a troca de informações é catalisa a inovação

      Anotações “oficiais” da palestra: http://wiki.businessofsoftware.org/Paul-Graham-on-Trends-for-the-future

      Business of Software 2009 (#BoS2009)

      Segunda-feira, 30 de novembro de 2009 por Dov

      No início de Novembro estive na conferência Business of Software, em São Francisco (EUA). Foi sem dúvida o melhor evento a respeito de desenvolvimento de produtos, empreendedorismo, experiência do usuário de que já participei, com palestrantes de altíssimo nível, conteúdo muito bom e organização impecável. Nas próximas semanas vou comentar algumas das apresentações, mas aqui vai uma prévia da lista de apresentações e palestrantes:

      - Geoffrey Moore – fundador da consultoria TCG Advisors e autor de diversos livros importantes, que falou sobre estratégia competitiva e inovação

      - Paul Graham – da Y Combinator, uma firma especializada em financiar startups, autor de livros sobre startups e autor de diversos artigos sobre startups de tecnologia, que falou sobre tendências para o futuro, com base em suas experiências com as startups que sua empresa está incubando.

      - Heidi Roizen – empreendedora e atualmente diretora da Mobius Venture Capital, empresa de venture capital, que falou sobre a mentalidade dos venture capitalists e sobre quando faz ou não sentido para uma startup pedir recursos para este tipo de financiador

      - Dharmesh Shah – empreendedor, autor do blog OnStartups, fundador da HubSpot, uma empresa de marketing de Internet e autor de livro sobre inbound marketing, falou sobre como atrair visitantes e clientes para seu site.

      - Mat Clayton – especialista em mídia social, falou sobre como aproveitar as redes sociais, blogs, Twitter, etc para se envolver com a comunidade de clientes

      - Donald Norman – autor de diversos livros sobre experiência do usuário e design, sócio do Nielsen Normal Group e professor da Northwestern University, University of California, que falou sobre como a experiência do cliente/usuário é importante na concepção de um produto

      - Ryan Carson – da Carsonified, que é empreendedor junto com sua esposa numa empresa que desenvolve sites e eventos, e que falou sobre criatividade, envolvimento dos funcionários e amor ao produto/cliente.

      - Paul Kenny – consultor em vendas da Ocean Learning, que já deu treinamento em diversas empresas, e falou sobre a importância da função comercial que cada um deve ter, não apenas o departamento comercial, e deu dicas sobre como se vender um produto contanto histórias.

      - Chris Capossela – vice-presidente Sr de Produtos da Microsoft, que falou sobre a experiência da Microsoft em produtos que fizeram sucesso, como o XBOX e de produtos que fracassaram, como o Office Accounting 2007

      - Neil Davidson – fundador da RedGate, organizador da conferência e responsável pelo blog da conferência, que falou sobre precificação de produtos.

      - Kathy Sierra – desenvolvedora e autora de diversos livros sobre desenvolvimento, falou sobre como ter usuários que se apaixonam por seu produto, o tema de seu blog.

      - Jennifer Aaker – professora de marketing na universidade de Stanford, falou sobre seus estudos sobre a importância da felicidade no ambiente de trabalho numa startup ou no desenvolvimento de produtos

      - Michael Lopp – autor do blog Rands in Repose, sobre tecnologia e gestão de pessoas, autor do livro Managing Humans, que falou sobre gestão de pessoas, projetos e clientes

      - Luke Hohmann – da Enthyosis, falou sobre como sua consultoria aplica jogos para testar produtos, resolver questões organizacionais e relacionar-se com clientes

      - Joel Spolsky – fundador da FogCreek Software, autor do blog Joel on Software e da série de livros com o mesmo nome, e também sponsor da conferência, falou sobre simplicidade e complexidade e sobre as escolhas que devemos ou não dar aos nossos clientes

      Além das sessões de Pecha Kucha feitas por pessoas do próprio público que haviam se inscrito com antecedência.

      Em breve mais detalhes sobre cada palestra!